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Preparando-se para uma Oferta Pública Inicial (IPO)

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A abertura do capital ao público é um processo longo e complicado que não acontece de um dia para outro. As empresas familiares que pretendem ir a público devem ter um aconselhamento profissional e assistência jurídica, financeira e em marketing. Por outro lado, muitos investidores têm vindo a exigir das empresas que fazem a sua abertura ao público uma demonstração do seu historial de boas práticas de gestão empresarial antes do IPO ter lugar. Em particular, os investidores e o mercado valorizam as práticas da empresa nas áreas do conselho de administração, direitos dos accionistas, transparência e divulgação.

A tabela a seguir apresenta um resumo das principais práticas de gestão empresarial que podem ajudar a transmitir uma imagem positiva ao mercado sobre as empresas que pretendem fazer a sua abertura ao público. Naturalmente, a maioria dessas práticas ter lugar alguns anos antes do IPO, a fim de mostrar um bom historial de gestão adequada ao mercado, bem como aos potenciais investidores.[1]

Atributos de Gestão

Exemplos de Boas Práticas

Direitos dos Accionistas

 

Protecção clara dos accionistas ao abrigo da carta, estatutos e código de gestão da empresa.

Comunicação adequada e partilha da agenda de todas as reuniões dos accionistas.

Habilidade para participar e votar de forma significativa nas reuniões de accionistas (por exemplo, o voto cumulativo para os directores).

Justo tratamento em matéria de divulgação de informações (acordos de accionistas, conflitos de interesse, etc.)

Clareza nos direitos das diferentes classes de acções - direitos de voto contra direitos económicos.

Igualdade de tratamento em mudanças de controlo (por exemplo, direitos de co-venda).

 

Conselho de Administração

 

Mistura certa de competências profissionais (por exemplo, marketing, estratégia, mercados financeiros internacionais, e perícia da comissão de auditoria).

Forte componente de independência.

Separação das funções do Presidente e do Director Executivo.

Calendário regular e agenda de reuniões.

Existência de comissões do conselho responsável pela fiscalização em áreas-chave (Auditoria, Gestão e Nomeação e Remuneração).

Formação inicial e contínua dos administradores.

Avaliação periódica dos administradores.

 

Transparência e Divulgação de Informações

 

Informação preparada e divulgada de acordo com altos padrões de qualidade da contabilidade, divulgação de informações financeiras e não financeiras.

Auditoria anual realizada por um auditor independente, competente e qualificado de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria.

Auditores externos responsáveis perante os accionistas, tendo um dever para com a sociedade ao exercer o devido zelo profissional na condução de sua auditoria.

Canais de divulgação de informação devem proporcionar acesso igual, oportuno e eficiente à informação relevante para os utilizadores.

 




[1] Corporação Financeira Internacional. www.ifc.org/corporategovernance.

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