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Conselhos Consultivos

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Definição e Função do Conselho Consultivo

O Conselho Consultivo é um grupo de indivíduos experientes e respeitados que muitas empresas familiares criam quando os seus próprios conselhos de administração permanecem apenas compostos por membros da família e gestores séniores da empresa. Neste caso, o conselho pode não ter nem o conhecimento nem uma perspectiva externa em determinadas áreas estratégicas tais como marketing, finanças, gestão de recursos humanos e mercados internacionais. Consequentemente, o conselho consultivo é então criado para compensar as insuficiências do conselho de administração sem que a família perca qualquer tipo de controlo na tomada de decisão ou terem de partilhar informações com estranhos. O conselho consultivo pode trazer um valor acrescentado à empresa familiar pelos contactos empresariais que os seus membros possam ter .[1]

O conselho consultivo é muitas vezes visto como “uma solução de compromisso” entre um conselho dominado pela família e um mais independente. Muitos negócios familiares reconhecem a necessidade de um conselho independente, mas também sentem-se desconfortáveis em partilhar informações sensíveis e o poder de tomar decisões com um grupo de pessoas estranhas ao negócio. Este tipo de empresas familiares geralmente optam pela criação de conselhos consultivos como uma forma de obter o aconselhamento e o conhecimento de terceiros e ao mesmo tempo manter o controlo sobre o verdadeiro conselho da empresa. À medida que o tempo vai passando e assim que a família se apercebe do valor acrescentado por um conselho consultivo, alguns dos seus membros são muitas vezes convidados a juntarem-se ao conselho de administração da empresa.

Composição do Conselho de Administração

O número mais prático de um conselho de administração é de 3 a 7 membros. Manter o tamanho do conselho reduzido ajudará a manter a sua eficiência e tornará possível aos seus membros uma comunicação clara das suas ideias ao resto do grupo. Os membros do conselho consultivo são normalmente peritos em relação à indústria e mercado das empresas familiares, ou em relação a outras áreas como finanças, marketing e mercados internacionais. Oferecem também conhecimento e experiência quando a empresa familiar altera a sua actividade ou se transfere para outro país. O conselho consultivo normalmente reúne 3 a 4 vez por ano, consoante o tamanho da empresa familiar e a complexidade das suas actividades. O CEO e alguns gestores seniores da empresa familiar também podem fazer parte do conselho consultivo de modo a coordenarem e orientarem as discussões das reuniões de acordo com as necessidades da empresa.

De modo a assegurar a objectividade dos membros do conselho consultivo, os seguintes indivíduos não podem fazer parte do conselho:[2]

-  Fornecedores ou vendedores da empresa.

-  Amigos dos proprietários sem qualquer conhecimento relevante para oferecer.

-   Os prestadores de serviços à empresa (ex., banqueiros, advogados, auditores externos, consultores), visto que o seu aconselhamento já é fornecido por outras vias e a sua objectividade e independência podem ser questionáveis, porque eles estão a ser pagos pela e a trabalharpara a empresa.

-  Individuos em conflito de interesses como conselheiros da empresa.

-  Individuos que já tem muitos compromissos , não podendo desempenhar correctamente os seus papéis como membro do conselho consultivo.

Vantagens e Desvantagens dos Conselhos Consultivos

O quadro seguinte resume algumas das principais vantagens e desvantagens dos conselhos consultivos:[3]

Conselho Consultivo

 

Vantagens

Os seus membros não têm qualquer responsabilidade legal; isto reduz as despesas da empresa (não são necessários seguros) e facilita o recrutamento de membros (visto que ser membro não é tão arriscado como fazer parte do conselho de administração da empresa).

 

Pode oferecer à empresa capacidades adicionais, conhecimentos técnicos, e conhecimentos que não existem nos actuais níveis de gestão e do conselho.

 

O seu aconselhamento é normalmente imparcial.

 

Os seus membros podem oferecer novos contactos que podem levar ao aumento das vendas ou das de capital.

 

Desvantagens

O conselho consultivo funciona como um grupo de peritos cujo aconselhamento não é sistematicamente seguido pela empresa. Como consequência, o conselho consultivo pode não ser levado tão a sério como um conselho de administração real.

 

O conselho consultivo não tem a autoridade de pedir informações à gerência, portanto as suas recomendações só podem ser baseadas naquilo que a gerência está disposta a compartilhar com os seus membros.

 

O conselho consultivo tem pouca ou quase nenhuma influência na visão denestratégia e de desempenho da direcção.

 

A falta de responsabilidades legais torna difícil responsabilizar os membros do conselho consultivo pelos seus conselhos.

 

Alguns membros do conselho consultivo podem não levar o seu papel a sério e não se preparam nem contribuem devidamente como fariam se fizessem parte do conselho realmente.

 



[1] Fred Neubauer e Alden G.Lank, A empresa familiar: A sua Governação para a Sustentabilidade (Routledge Nova Iorque , 1998).

[2] Richard Narva e Beth Silver, “Como Criar um Governação Efectiva numa Empresa Controlada por uma Família”, NACD Directors Monthly, Agosto de 2003.

[3] Adaptado de: Fred Neubauer e Alden G.Lank, A Empresa Familiar: A sua Governação para Sustentabilidade (Routledge Nova Iorque , 1998).

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