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Fases de Desenvolvimento de uma Empresa Familiar

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Vários modelos foram desenvolvidos para descrever e analisar as diferentes fases pelas quais passam as empresas familiares ao longo da sua existência. Neste manual, vamos utilizar o modelo básico de três fases, que resume o ciclo de vida de uma empresa familiar da seguinte forma: (i) Fase do(s) Fundador(es), (ii) Fase de Parceria entre Irmãos ou familiares, e (iii) Fase de Confederação de Primos.[1] Embora este modelo permita uma boa análise das três fases básicas da evolução da empresa familiar, a mesma não impõe que todas as empresas familiares devam necessariamente passar pelas três fases de desenvolvimento. Por exemplo, algumas empresas desaparecerão durante as fases iniciais do seu ciclo de vida devido à falência ou à aquisição por outras empresas.

A evolução da propriedade e da gestão da maioria das empresas familiares atravessa as seguintes fases:

Fase 1: Fundador(es) (Proprietário(s) Controlador(es))

Esta é a etapa inicial da existência de uma empresa familiar. A empresa é totalmente detida e gerida pelo(s) fundador(es). A maioria dos fundadores pode procurar aconselhamento junto de um pequeno número de conselheiros externos e/ou parceiros de negócios, sendo porém soberanos na tomada das grandes decisões. Esta fase é geralmente caracterizada por um forte compromisso do fundador(es) para o sucesso da empresa e uma estrutura de gestão relativamente simples. Globalmente, esta fase implica poucos problemas de gestão empresarial em comparação com as duas fases posteriores, uma vez que tanto o controlo como a propriedade da empresa ainda estão nas mãos da(s) mesma(s) pessoa(s): O(s) fundador(es). Talvez a questão mais importante que deve ser abordada durante a vida do(s) fundador(es) seja o processo de planeamento da sucessão. Para que a empresa familiar possa sobreviver na sua próxima fase, o(s) fundador(e) deve envidar os esforços necessários para assegurar a sua sucessão e começar a preparação do(s) próximo(s) líder(es) da empresa..

 Fase 2: Parceria entre Irmãos

Esta é a fase em que a gestão e a propriedade foram transferidas para os filhos do(s) fundador(es). Quanto mais membros da família estão envolvidos na empresa, mais complexos são os problemas de gestão em comparação com aqueles observados durante a fase inicial da existência da empresa. Alguns dos desafios comuns da fase de parceria entre irmãos são: manutenção da harmonia entre os irmãos, formalização dos processos e procedimentos da empresa, criação dos canais de comunicação eficazes entre os membros da família, e planeamento da sucessão para cargos-chave.

Fase 3: Confederação de Primos (Consórcio de Primos ou Dinastia Familiar)

Nesta fase, a gestão da empresa torna-se mais complexa à medida que mais membros da família estão directa ou indirectamente envolvidos no negócio, incluindo os filhos dos irmãos, primos e cunhados. Uma vez que muitos destes membros pertencem a diferentes gerações e diferentes ramos da família, podem ter ideias diferentes sobre a gestão da empresa e a definição da estratégia global. Além disso, todos os conflitos que existiam entre os irmãos na fase anterior serão provavelmente transferidas para a geração de primos também. Portanto, esta fase envolve mais problemas de gestão familiar. Alguns dos problemas mais comuns que as empresas familiares têm vindo a enfrentar nesta fase são: emprego familiar, direitos de participação dos membros da família; liquidez das acções, política de distribuição de dividendos, papel dos membros da família na empresa; resolução de conflitos familiares, visão e missão da família.

Principais Problemas de Gestão Familiar - Durante o Ciclo de Desenvolvimento

Fase de Propriedade

Principais Problemas dos Accionistas

 

Fase 1: O Fundador

Transição de Liderança

Sucessão

Planeamento Imobiliário

 

Fase 2: Parceria entre Irmãos

Manutenção do Trabalho de Equipa e Harmonia

Sustentabilidade da Propriedade Familiar

Sucessão

 

Fase 3: Confederação de Primos

Alocação de capital social: dividendos, dívida e níveis de lucro

Liquidez dos accionistas

Resolução de Conflitos Familiares

Participação e Papel dos Membros da Família

Visão e Missão da Família

Articulação da Família com a Empresa

 

Cada fase apresenta diferentes desafios e problemas que, se forem bem geridos, podem garantir a continuidade da empresa familiar. O sucesso da maioria das empresas familiares durante a sua fase inicial deve-se ao enorme esforço feito pelo(s) fundador(es), pois o(s) mesmo(s) está(ão) envolvido(s) em todos os aspectos do negócio. A longo prazo, porém, torna-se necessário criar as estruturas de gestão apropriadas e os mecanismos que permitirão a existência de canais de comunicação eficazes e uma definição clara dos papéis e expectativas de cada pessoa envolvida no negócio da família..


[1] John Ward, Creating Effective Boards for Private Enterprises (Editores de Empresas Familiares, 1991); Kelin E. Gersick, John A. Davis, Marion McCollom Hampton, Ivan Lansberg, Generation to Generation: Life Cycles of The Family Business (Harvard University Press, 1997).

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